Clínica dental

Placenta prévia: o que é, sintomas, riscos e tratamento

[título_original] – Nueva actualización 2023

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A placenta prévia, também conhecida como placenta baixa, ocorre quando a placenta está inserida parcial ou totalmente na região inferior do útero, podendo recobrir a abertura interna do colo uterino.

Geralmente, ela é detectada no segundo trimestre da gestação, mas isto não é um sério problema, pois conforme o útero cresce, se move para a parte de cima permitindo que a abertura do colo do útero esteja livre para o parto. No entanto, em alguns casos, ela pode persistir, sendo confirmada por ultrassom no terceiro trimestre, por volta das 32 semanas.

O tratamento é indicado pelo obstetra, e em caso de placenta prévia com pouco sangramento basta ficar de repouso e evitar relação sexual. No entanto, quando a placenta prévia apresenta sangramento intenso, pode ser necessário ficar internada para avaliação fetal e materna.

Principais sintomas

Os sintomas de placenta prévia são mais frequentes a partir do 3º trimestre de gravidez e incluem sangramento vaginal, normalmente indolor, de cor vermelho vivo.

Na presença destes sintomas, a grávida deve ir imediatamente ao hospital para ser examinada pelo obstetra e este solicitar uma ultrassonografia para verificar a localização da placenta, pois estes sintomas podem ser confundidos com o descolamento. Saiba como acontece o descolamento da placenta e o que fazer nestes casos.

O diagnóstico da placenta prévia é feito através de um exame de ultrassom. Quando alguma irregularidade desse tipo na placenta é encontrada no início da gravidez, chama-se placenta baixa, e é provável que a placenta posicione-se corretamente após as 30 semanas. Em gestantes que não apresentam sintomas, a placenta prévia só é descoberta pelo ultrassom do 3º trimestre, que faz parte dos exames do pré-natal.

Tipos de placenta prévia

De acordo com a sua localização no útero, a placenta prévia pode ser classificada em diferentes tipos:

  • Placenta prévia total: a placenta cobre totalmente a abertura interna do colo do útero;
  • Placenta prévia parcial: a placenta cobre parcialmente a abertura interna do colo do útero;
  • Placenta prévia marginal ou lateral: a placenta atinge abertura interna do colo do útero, mas não a cobre;
  • Placenta prévia de implantação baixa: a placenta fica localizada na parte inferior do útero, mas não alcança a abertura interna do colo do útero.

Apesar de nem sempre causar sintomas, a placenta prévia pode provocar sangramento vaginal, risco de parto prematuro ou complicações durante o parto. Esse problema é mais frequente em mulheres que estão grávidas de gêmeos, multíparas, que têm cicatrizes uterinas anteriores, que têm mais de 35 anos ou que já tiveram placenta prévia anterior. Entenda para que serve a placenta e quais os problemas que pode desenvolver na gravidez.

Como é feito o tratamento

O tratamento da placenta prévia deve ser orientado pelo obstetra e pode ser feito no hospital ou em casa, de acordo com a idade gestacional e o sangramento vaginal que a grávida apresenta. Geralmente, o tratamento envolve repouso e a adoção de alguns cuidados, como:

  • Evitar fazer esforços e ficar muito tempo de pé, permanecendo a maior parte do dia sentada ou deitada, de preferência, com as pernas elevadas;
  • Deixar de trabalhar, tendo que ficar em casa;
  • Evitar ter contato íntimo.

Quando o sangramento é intenso, a mãe poderá ter que ficar internada e fazer transfusões de sangue ou até uma cesária de emergência. Em casos mais graves o médico também poderá prescrever remédios para acelerar o desenvolvimento dos órgãos do bebê, assim como remédios para evitar o parto prematuro e para que a gravidez se mantenha pelo menos até as 36 semanas de gestação. Confira as principais consequências do parto prematuro.

Riscos da placenta prévia

O principal risco de placenta prévia é provocar parto prematuro e hemorragia, o que irá prejudicar a saúde da mãe e do bebê. Além disso a placenta prévia também pode causar acretismo placentário, que é quando a placenta fica presa à parede do útero, dificultando sua saída na hora do parto. Esse agravamento pode causar hemorragias com necessidade de transfusão de sangue e, nos casos mais graves, remoção total do útero e risco de vida para a mãe. Existem 3 tipos de acretismo placentário:

  • Placenta acreta: quando a placenta está presa à parede do útero de maneira mais leve;
  • Placenta increta: a placenta está presa mais profundamente que na acreta;
  • Placenta percreta: é o caso mais grave, quando a placenta está presa de forma mais forte e profunda no útero.

O acretismo placentário é mais comum em mulheres que já tiveram uma cesária anterior devido à placenta prévia, e muitas vezes a sua gravidade só é conhecida no momento do parto.

Como fica o parto em caso de placenta prévia

O parto normal é seguro quando a placenta está localizada a pelo menos 2 cm de distância da abertura do colo uterino. No entanto, em outros casos ou caso haja sangramento importante, é necessário fazer uma cesárea, pois a cobertura do colo do útero e impede a passagem do bebê e pode provocar hemorragia na mãe durante o parto normal.

Além disso, pode ser necessário que o bebê nasça antes do tempo previsto, pois a placenta pode descolar muito cedo e prejudicar o suprimento de oxigênio ao bebê.

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